Semi-analfabetismo no Brasil: impactos, desigualdades regionais e soluções
O semi-analfabetismo no Brasil, também chamado de analfabetismo funcional, atinge milhões de pessoas. Elas sabem ler e escrever palavras simples, mas não compreendem textos nem aplicam conhecimentos básicos no dia a dia. Esse problema afeta a educação, a economia e o exercício da cidadania.
Analfabetismo funcional no Brasil
O cenário brasileiro é grave e persistente. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) mostram que cerca de 29% da população (58 milhões) entre 15 e 64 anos é analfabeta funcional. Esse percentual permanece praticamente inalterado desde 2018.
O analfabetismo absoluto ainda atinge cerca de 9 milhões de pessoas. Isso representa aproximadamente 5,3% da população com 15 anos ou mais, segundo o IBGE (PNAD Contínua).
Regiões com maior índice de semi-analfabetismo
A distribuição do semi-analfabetismo no Brasil é desigual. As regiões Nordeste e Norte concentram os maiores índices. Esse cenário resulta de fatores históricos, sociais e econômicos.
Estados como Alagoas, Piauí e Maranhão apresentam os piores indicadores. Já as regiões Sul e Sudeste registram os menores índices. O problema é mais frequente entre idosos, moradores da zona rural e pessoas de baixa renda.
Semi-analfabetismo no mundo
O semi-analfabetismo também é um desafio global. A UNESCO estima que existam entre 740 e 780 milhões de adultos analfabetos no mundo. A maior concentração está na África Subsaariana e no Sul da Ásia.
Em números absolutos, países como Índia, China, Paquistão e Brasil figuram entre os que possuem mais adultos com graves déficits de alfabetização.
Políticas públicas de alfabetização no Brasil
O Brasil conta com diversas políticas públicas de alfabetização. Entre elas estão a Educação de Jovens e Adultos (EJA),
o Programa Brasil Alfabetizado e iniciativas anteriores, como a Fundação Educar.
Apesar disso, os resultados ainda são limitados. O enfrentamento do analfabetismo funcional segue estagnado. As políticas focam no acesso à escola, mas falham na qualidade e na continuidade do ensino.
Projeto Alfa: alfabetização e pós-alfabetização
Nesse contexto surge o Projeto Alfa.
Trata-se de uma iniciativa própria, independente e de caráter social. Seu foco é a alfabetização inicial e a pós-alfabetização.
O Projeto Alfa possui metodologia própria, simples e replicável. Pode ser aplicado em áreas urbanas, rurais, comunidades vulneráveis, instituições religiosas e projetos sociais.
Um de seus diferenciais é a capilaridade. A alfabetização pode ser conduzida por qualquer pessoa que saiba ler e escrever, desde que orientada pela metodologia. Na pós-alfabetização, exige-se ensino médio completo.
O projeto já teve experiência prática. Atuou em parceria com a extinta Fundação Educar, no município de Ortigueira (PR). À época, o município possuía um dos maiores índices de analfabetismo do país.
Impactos do analfabetismo funcional no desenvolvimento social
O analfabetismo funcional compromete a empregabilidade, a renda e a participação cidadã. Também limita o acesso à informação e enfraquece a democracia.
Esse problema impacta diretamente o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Sem seu enfrentamento, não há justiça social nem crescimento sustentável.
Fontes
IBGE – PNAD Contínua;
INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional;
UNESCO – Global Literacy Estimates;
Relatórios do Senado Federal sobre o Plano Nacional de Educação (PNE).
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